Quarta-feira, Julho 01, 2009

A Joaninha mais que desiludida

Há sempre alguém na nossa vida que parece mais importante que os outros. Não é preciso ser a metade da laranja nem nada do género. Pode ser amigo ou irmão. Vamos sempre ter com o mesmo alguém, contar a vida, pedir conselhos porque temos confiança.
Estes últimos dias, pedra atrás de pedra, dei-me conta que em certos círculos, é melhor não ter ninguém. Porque falamos, e logo depois a informação já circulou.
Eu digo-me sempre que não quero nada haver com a Rádio Luanda. O meio em que vivo em Angola é pequeno e promíscuo demais. Eu não tenho nem tempo nem pachorra para fofocas, para "o fulano fez tal", "o tal disse fulano"... Não tenho pachorra para ouvir conselhos de quem não tem moral para dar palpite do tamanho dum alfinete, que se acham. Não suporto a Rádio Luanda.
Cá fora, pensava eu de que estava livre, que não teria destes problemas. Mas parece que a Rádio Paris também funcionou e funcionou tão bem que tive de apanhar o meu queixo do chão tamanho o meu choque. Afinal coisas que nos pareciam privadas ou seguras nas mentes de alguém saíram assim que entraram em contacto com a Rádio Luanda.
E é uma baita de uma desilusão, já não se pode fazer confiança em ninguém, já não se pode pedir conselhos à quem antes era de confiança, porque esse alguém conseguiu traír mais que todos os outros... porque para nós era seguro.
Dizem de mim que nunca digo nada, que nunca conto coisas, que escondo bwé. Eu tenho menos pachorra ainda para uma Rádio Sul, então ficam já sabendo que daqui não sai mesmo nada.

Que tristeza.

Sexta-feira, Abril 24, 2009

A Joaninha não quer crescer


Por vezes tentamos ser como o que os outros querem que sejamos. E nessas vezes, esquecemos quem nós somos e o que queremos nós.
Será que é necessário que sejamos infelizes porque pronto, deram-nos um caminho a seguir sem desvios, e não temos outra solução que seguir o dito caminho ?
Porque será que não dá para sermos felizes e não decepcionar os outros ? Será tão incompátivel assim ?

Eu tenho um kisto no punho esquerdo. Cresceu um dia de repente, no Verão passado, e eu entrei em pânico. Mas que era esta coisa horrível a crescer ? A esticar a minha pele ? A criar um segundo punho ?
O médico disse-me que era psicosomático. Era uma reacção ao que eu sentia. Algo deve ter acontecido na minha vida e o meu corpo decidiu reagir. Mas se não doesse, não seria necessário operar. O kisto desapareceu durante o Outono.
Mas volto na semana passada. Coisa enorme.
Desta vez acho que sei o que é. São as escolhas que eu tenho de fazer e que tenho medo de fazer porque nunca quis ser grande. Mas que parece que agora, não tenho mais salvação, saída de socorro ou bóia. Tenho que escolher.
Mas nessa escolha está 1) decepcionar quem espera outra coisa de mim ou 2) ser infeliz à beça porque não quero que ninguém se desiluda.
Mas fazer o quê ? Ser adulto parece que é fazer escolhas que nem sempre são as necessárias ou as mais inteligentes... Ser adulto é forçar-se a ser o que não se é porque é menos complicado lutar e assumir o que se é realmente... Ser adulto é sacrificar-se em nome dos outros porque nós como individuos não valemos um chavo... Ser adulto é esquecer sonhos e vontades e desesjos porque o mundo onde vivemos não tem lugar para fantasia... Ser adulto é chorar... chorar bwé, mas muito mesmo, porque uma parte de nós vai morrer e não poderemos fazer nada por isso... Ser adulto é nunca estar sossegado, nunca estar em paz porque há sempre duas escolhas: pró ou contra... Ser adulto é ou preto ou branco, não há cinzento... Ser adulto é sofrer ou sofrer, porque o resto é mal visto... Ser adulto são aparências que enganam... Ser adulto são palavras que não se pensam... Ser adulto é calar-se quando se quer gritar.
O mundo adulto é um mundo que não me atrái nem pouco mais ou menos por coisas que vi e que não fazem sentido para mim. Mas de certo que vão lançar-me: não sabes do que falas, cresce e aprende. Pois, há coisas que não quero aprender porque sei que eu não estou pronta, e que vivemos numa sociedade onde é preciso estar-se pronto desde os 18.

Eu não quero ser grande. Mas sei que não tenho escolha. E sei que vou ser infeliz e que vou chorar muito mais ainda... e que vou sofrer porque vou ter que escolher entre a espada e a parede. Eu não quero ser grande, mas amarram-me a corda e lá vou eu, a correr atrás, a tentar perceber o que se passa.
Ando aqui a ver o meu kisto como novo animal de estimação... Se ele cresce, quer dizer que a minha cabeça não está bem.
E neste momento, eu não estou bem.

Terça-feira, Março 24, 2009

A Joaninha por vezes tem medo

Verdade vos digo. Eu nunca quis crescer. Nunca quis fazer 18 anos. Foi um dia 'normal' no liceu. Não tinha planos para o tal. Não queria mesmo fazer 18 anos. Estava bem com 17, não queria crescer e começar a tomar decisões.
Mas estamos numa sociedade onde é quase normal os pais porem os filhos na rua no dia a seguir... para afrontarem o mundo. Já não morava com a minha mãe há anos, e sei que de qualquer maneira, ela nunca me teria xutado de casa... mas a sociedade quer que aos 18 sejamos "grandes", deixemos de ser adolescentes de um dia para o outro, que devenhamos responsáveis e uélélé mais. Mas eu nunca quis ser grande. E nem é certo dizer que eu queria ir para a univ. Fui porque era o que esperavam de nós. De mim.
Já deram conta que fazemos mais os que os outros esperam de nós do que fazer o que nós realmente queremos ?
Eu quis ser arquitecta. Mas no 10° ano vi que não era com as minhas notas à matemática que eu ia fazer o que quer que seja.
Eu quis ser publicitária. Mas os meus pais disseram : « Em Angola, vais trabalhar onde ?! »
Eu quis trabalhar no turismo. Mas os meus pais perguntaram: « Em Angola ?! »
Eu quis fazer muita coisa. Psicologia nem na minha primeira lista estava. Mas foi o primeiro que os kotas não torceram o nariz. Va savoir.

Fazemos os que os pais querem sem nos perguntarmos se nós queremos. Eu era nova, nova demais. Eu não sabia o que queria da vida, onde queria ir... Tinha medo de tomar decisões, e lá estavam os kotas a insistir para tomarmos a maior decisão das nossas vidas, a decisão que nos iria formar e criar o nosso caminho para vida. Mas nem essa decisão nos deixam tomar como queremos. Eles pensam no nosso futuro, aight, mas será que pensam no que nós temos de passar no presente ? Querem o nosso bem, aight, mas ser o que eles querem que nós sejamos é bom para nós ?
Fazem de conta que nos deram a escolher, mas a verdade é que nem isso foi mesmo verdade. O futuro como nós queremos que se lixe.
Eu fiz a má escolha. Fiz o que os meus kotas deixaram que eu fizesse.

E não cresci. Chichilei, sofri, detestei. Hoje, menos tenho a ver com a p* da psicologia, melhor me safo (lamento os palavrões, vou lavar a boca com sabão de Marseille). E ainda hoje tenho medo. Porque não segui o que queria. Dayam, eu nem sabia o que queria. Deveria ter pedido um gap year, hoje seria mais feliz e teria mais confiança em mim. Faço sempre os que os outros querem.
Mas e eu ?
Tenho medo. Tenho medo de tomar decisões que vão acabar por me destruír de vez, tenho medo de fazer más escolhas (acho que aí já superei tudo, já fiz m* que chega... o sabão azul também já cá está). Tenho medo de crescer. Tenho medo de ser responsável porque nunca nenhuma escolha foi a boa para mim.

Tou quase a trintar (ciblaste !) e tenho um pavor do tempo que passa, que corre, que voa... Vejo as horas a correrem, vejo as estações a mudar, e eu continuo presa num medo que m'impede de avançar, mas o mundo continua de girar.
É como o volante. Eu não conduzo, porque sei que quando se pega um volante, é-se responsável por si, por aqueles que estão no carro, por aqueles que estão nos outros carros. É-se responsável de tudo, e eu não consigo ser 'crescida' para a minha própria vida, let alone a vida dos outros.
Eu tou atrás do volante, mas o travão tá bem preso.
Estou presa.

E a minha prisão é a p* do medo.


(Pimenta também vale ?)

Domingo, Fevereiro 22, 2009

Medo


Numa triste semana como esta em que nem tema de debate se levanta, devido a falta de decencia de uns e a falta de coragem de outros, sinto-me na obrigacao de partilhar algo com quem estiver disposto a ouvir(ler) este cabrao mal educado cheio de revoltas da vida.

Nao vou dizer nada de especifico, apenas o que me vai na alma, apenas o pior e que os meus dedos indisciplinado decidiram escrever sem o meu consentimento.

E de fazer doer a alma, de darem no na garganta, ou mesmo ate ao ponto de fazer escorrer uma lagrima perdida em meu rosto, como se me tivessem acertado com toda a forca nos tomates sem a menor piedade possivel. merdas como sermos nos mesmos os obstaculos do nosso proprio sucesso, e coisa triste e lamentavel, mas para quem nao sabia, faz parte da nossa natureza humana, e um virus quem nascwe connosco. Nao ha duvidas, apenas certezas em minha mente, de que nos somos o nosso pior inimigo, e por isso que quando necessario sabemos tao bem o que fazer para ser um obstaculo para terceiros, pois alguns sao obstaculos que inicialmente haviamos criado para nos mesmos.

Medo, e uma palavra que faz parte do nosso ser mais intimo, mas poucos sao os que tem coragem de o admitir, poucos sao os que tem o tomate nos sitio e abrem as guelas para dizer "estou borrado de medo foda-se", mas nao se enganem, nao estou a falar do medo de ter a arma apontada nos cornos por causa de um outro medroso se calhar mais do que eu, que para nao o mostrar se intitula de bandido, nao do medo do escuro com receio que ele nos traga coisas assustadoras e desagradaveis.

Estou a simplesmente a falar do medo mais basico, e do maior de todos, do medo de enfrentar a vida, o medo desta vida que cada um de nos gente insignificante tem devido a alguma obra divina, so pode, este medo tao basico que faz de nos o pior que existe na face da terra, com uma capacidade unica de autodestruicao.

Nesta pataquada toda, ainda existem alguns que de tanto se esforcarem a tentar provar que sao diferentes, que nao tem medo de nada nem das suas proprias sombras, muito menos da vida esforcam-se tanto, que conseguem enganar alguns e tantos outros de que tal e possivel, carregando assim as costas esse fardo de merda de provar de que nada teme, nem mesmo a morte. Tendo assim de servir de insentivo aos outros de que eles sao capazes.

Nao podem faltar aqueles que sao obrigados a servir de modelos de corajosos, sem terem pedido tal cargo a quem quer que seja, muito menos a gentalha que assim o decidiu. Sao escolhidos, tao simples quanto isso, sao o motivo de muitos continuarem de pe, mas sao muita vezes apontados como os culpados para tudo que possam correr mal. Sao os bois a frente desta carroca chamada vida, controlada por alguns serzinhos que precisam sempre de ajuda para tudo, precisam sempre dum estimulo, de alguma justificacao para fazer o que quer que seja, e assim vao criando obstaculos, mas sempre a espere que estes ditos bois derrubem estes obstaculos por eles, pois sao demasiado medrosos para enfrentar a vida tal como ela e, conforme esta reservada para cada um de nos.

Meus amigos nao vos vou enganar, eu pessoalmente estou aqui borrado de medo, que o meu cheiro nausiabundo ja se detecta a distancia, por nao saber o que o destino me reserva, com medo de que cada decisao possa dar errado, por medo do sucesso, por nao saber o que fazer com ele se o alcancar, com medo do fracasso, por nao saber se irei sobreviver com o fracasso, e a merda de uma montanha russa assustadora, que vai a tal velocidade que nem temos tempo de pensar no que quer que seja, e somente reagir por instinto, mas isto para quem sober seguir o seu instinto.

Por isso meu caros deixem a vida levar-vos, deixem de procurar insentivos nos outros, procura sim em ti mesmo, nao te bloqueies e nem te deixes bloquear, defende aquilo em que acreditas, mesmo quando ja te estejam a chamar de anormal ou maluco por o fazer. A vida e assustadora sem sombra de duvidas, mas acredita quando te digo que nos somos o maior terror nas nossas proprias vidas.

Paz e amor.

D. Rogerio

Sábado, Fevereiro 14, 2009

Orgulho ou teimosia


meus camaradas, ja la vai o tempo em que se sabia discernir ou melhor, separar as coisas, ou ainda distinguir as coisas umas das outras, o bem e o mal, o certo e o errado, o grande e o pequeno, o liquido e o espesso. Mas nos dias de hoje ja ninguem sabe merda alguma, pelo menos no tal de mundo que me rodeia.

Torna-se tudo mais dificil quando deparamos com situacoes obvias de teimosia, e sua excelencia o engenheiro em causa que tal atitude e uma questao de orgulho.

antes de me comecar ja a espalhar, e de soltar a minha revolta atraves destes meus dedos desobedientes gostaria muito de fazer um breve resumo sobre o que na minha humilde opiniao e o orgulho.

Cada um de nos tem um limite, ninguem engole sapos a vida toda, muito menos vivos, tudo que ultrapassa sapos vivos , tudo que mexe com a nossa integridade, e dignidade, o nosso orgulho em determinadas situacoes, e aquele estalo que nos da na puta da cabeca, quando sentimos que um gajo ou uma gaja, ou a toda uma sociedade estupida, esta a passar dos limites da tolerancia humana, mexe com a nossa auto-estima.

O orgulho e o nosso sino do ringue de combate, que toca quando esta na hora de iniciares o teu lado do combate, que toca ja depois de tanto levares nas ventas, que ja nem face tens mais para dar, em que o proprio cristo daria a outra face.

A dado momento temos de nos valorizar, aumentar a auto-estima, e saber que es mais que aquilo, venha o cabrao ou besta que vier nao te podera tirar isso, porque isso meu amigo e o teu orgulho, e a tua vontade, a tua maneira de estar, teu modo de vida, ao qual tem o direito de inferiorizar ou desvalorizar.

Mas esta merda toda e muito bonita ate ao momento em que aparecem uns pasteis de nata quaisquer, que redifinem o que e orgulho, em que no seu dicionario orgulho e sinonimo de teimosia pura,

Nao posso aceitar que paspalhao qualquer por exemplo que venha em sentido contrario em pleno transito, porque decidiu que e o tal e nao pode esperar que aquele transito ande, se depare de frente com outra viatura que esta na sua faixa normal de rodagem, que ao mandar vir com o animal que esta errado, este mesmo animal achando que esta certo, decide que agora e que nao sai mesmo dali, isso porque o seu suposto orgulho nao lhe permite aceitar chamadas de atencao esteja ele certo ou errado.

Meus amigos alguem tem de dizer a estes palhacos que qdo voce esta errado nao ha ca orgulho porra nenhuma, e nestes momentos tens e de enfiar este teu dito orgulho pelo cu acima. Como centenas de pessoas inuteis que ja cruzei nesta vida, que procuravam emprego, e quando se perguntava o porque de terem abandonado o seu ultimo local de trabalho, respondem com a maior cara de pau, que foi devido ou como muito dizem foi "atraves" das faltas de respeito do patrao, ditas faltas de respeitos essa que se devem a chamadas de atencao por terem errado, ou como o outro paspalhao que estava muito aborecido e teve de abandonar o seu emprego porque o patrao nao quis entender que devido ao funeral de um familiar distante, ele faltou a semana toda sem aviso previo, e preciso de mais uma semana para descansar, e que ele nao pode aceitar isso. Meu deus!!!! Que macacada e esta?

Na vida sim temos de ser orgulhosos, mas orgulhosos o suficiente para tambem sermos capazes de admitir as nossas falhas, ter os tomates no sitio para dizer, "epa eu nao tlero mais este tipo de situacoes", mas ter tomates maiores para saber assumir "...desta vez fiz merda!"

Entre muita coisa que me ficou entalada nos gurgumilos, prefiro ficar por aqui pois nao sei como as por para fora, pelo menos em palavras, sobretudo para nao ferir mais sensibilidades das que ja costumo ferir com o meu palavriado sincero. mas estou aberto a debates com quem quiser, quer tenha entendido o meu raciocinio ou nao, e estou tambem pronto a enfiar o meu orgulho pelo cu acima se for o caso.

Paz e amor.

D. Rogerio

Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

A Joaninha não tem muito orgulho


O orgulho é um dos meus cavalos de batalha, tal como a discriminação. Na volta é porque tem tudo muito haver.
Muitos para combaterm a discriminação, para saírem mais fortes do preconceito, afirmam e gritam à quem quer ouvir, que têm orgulho. Orgulho em ser negro/azul/às riscas, orgulho em ser angolano/americano/marciano, orgulho em ser homem/mulher/neutro... Mas tenho que dizer que eu não tenho o mínimo orgulho em ser mulher, em ser mestiça, em ser angolana.
Acho que muitos ainda não fizeram a diferença entre se ter orgulho e não ter vergonha. Eu posso não ter orgulho nessas coisas todas, mas não tenho a mínima vergonha.
Quem me conhece (e são uns tantos ;-)) sabem que não é a primeira vez que falo deste assunto. Fui publicada há uns meses atrás sobre isto, e na volta o que vou escrever aqui não vai ser muito diferente do que eu escrevi no ano passado. Mas isso quer apenas dizer que não mudei de idéias entretanto. E mais, quero ouvir o que os Vonas têm a dizer sobre o assunto ;-).

Eu não acho que se deva ter orgulho de algo que não se fez, algo por que não se lutou. Eu acho que a Elite tem todo o direito de se orgulhar dos estudos que ela fez, das excelentes notas que teve à suor do rosto, de lágrimas e noites sem dormir. Acho que o D. Rogério tem todo o direito de se orgulhar da missião que há de fazer. Acho que eu tenho o direito de me orgulhar daquilo que escrevo.
Mas não acho certo sentirmo-nos orgulhosos de algo em que não tivemos escolha: como a cor da nossa pele, o nosso sexo, a nossa nacionalidade. Eu sou mulher, mas tinha 50% de chances de ser homem. Eu sou angolana, porque os meus pais o são e nasci em Angola. Eu sou mestiça porque a genética é assim mesmo. Não me perguntaram na fábrica de bebés se eu queria ser homem ou mulher, se queria ser negra, branca ou verde, se queria ter olhos violetas ou laranjas. Não, há coisas que assim são. E não sendo Michael Jackson nem transexual primária, não tive escolha em nada.

Não posso ter orgulho no que não posso mudar.
Devo ter orgulho no que posso melhorar.

Muitos nacionalistas lutaram para que eu não tenha vergonha em ser angolana.
Muitas mulheres lutaram para que eu não tenha vergonha em ser mulher.
Muita gente lutou para que eu não tenha vergonha em ser minoria.
Acho que isso é que é a recompensa.

Quinta semana

Já passou. Semana dolorosa para alguns.
O tema desta que vem, é o orgulho, escolhido por mim (Jo Ann v.).
Ando a arranjar sarna para me coçar, mas... a ver vamos ;-)